O PDT reivindica lugar na quarta secretaria da Mesa Diretora do Senado, à qual teria direito pelo critério de proporcionalidade. A escolhida para a posição foi a senadora cearense Patrícia Saboya. O negócio no entanto está enganchado. Segundo o líder do governo Lula na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), a vaga foi negociada com o Partido Republicano (PR). O senador mineiro Wellington Salgado (PMDB) explicou a coisa de forma menos sutil: “Vocês perderam a eleição. Não têm direito a coisa nenhuma”.Os pedetistas não gostaram, a começar por Patrícia que retrucou: “Vá pra casa, corte esse cabelo, tome um banho e vê se vira homem”, disse ao senador mineiro. Ela deve insistir na candidatura, hoje, e levar a disputa a voto.
Osmar Dias (PDT-PR) foi ainda menos, digamos, refinado ao comentar o assunto: “Venderam o meu traseiro e esqueceram de combinar comigo”. Eis o Senado, casa que, já foi dito, seria o espaço do equilíbrio e da moderação.
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